É possível fraudar um teste de DNA?
- Info Test ADN
- há 2 dias
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Tomar a decisão de fazer um teste de DNA pode ser complicado, pois, uma vez tomada, a dúvida passa a fazer parte do processo. Isso cria conflitos, estresse entre os parceiros até que a questão seja resolvida e, mesmo depois, a atmosfera pode não voltar ao normal devido às novas revelações.
A incerteza quanto à filiação de uma criança pode ser um problema delicado de resolver. É um desejo inato em cada pai saber se a criança que está sob sua guarda lhe pertence biologicamente ou não. A busca pelos pais biológicos pode, em certas situações, levar a um resultado surpreendente, sendo, portanto, recomendado lidar com situações como essa com cautela.
É importante observar que a verdade afeta não apenas a relação entre os parceiros, mas também o relacionamento com a criança. Se não houver vínculo biológico, há a possibilidade de o pai presumido rejeitar a criança, levando a um possível trauma emocional.
Por que fraudar um teste genético?
Os motivos para fraudar um teste genético podem ser muitos e podem depender da situação familiar, frequentemente levando a repercussões judiciais ou administrativas. No entanto, a falsificação de um teste genético nem sempre depende do participante envolvido.
O autor da fraude pode ser qualquer um! De fato, qualquer pessoa interessada no resultado do vínculo de filiação pode tentar interferir na declaração do laboratório. Nesse sentido, é importante entender as motivações da pessoa e não suspeitar automaticamente do participante de ter falsificado seu DNA.
Como fraudar um teste de DNA?
As técnicas de falsificação dependem da imaginação da pessoa para atingir seus objetivos. É altamente provável que algumas estratégias ainda sejam desconhecidas, mas eficazes. Os relatos de fraudes conhecidas sempre provêm de tentativas que acabaram sendo descobertas.
Uso de um sósia:
Um suposto pai envia um sósia para fazer o teste de DNA em seu lugar, com seu documento de identidade, para evitar pagar pensão alimentícia. Nessa situação, o laboratório não tem como detectar o engano durante a análise das amostras. Por isso, é importante verificar a identidade da pessoa no momento da coleta.
Envio de DNA de um animal:
Durante a partilha de herança, o irmão de um dos participantes troca o DNA do irmão pelo de um cachorro. A intenção é reduzir as partes da herança a serem distribuídas. Infelizmente para ele, como a hibridização entre humanos e cães é biologicamente impossível, o laboratório percebe que a amostra não é de origem humana e não pode realizar a comparação genética.
Falsificar a identidade:
Uma mãe biológica que sabia que o suposto pai não era o pai biológico, mas queria que o resultado fosse positivo, pediu ao seu pai (avô da menina) para fornecer seu DNA em vez do do suposto pai. Para coincidir, a mãe forneceu seu próprio DNA como sendo o da filha. O resultado da análise indicou nomes de pai e filha, mas os perfis genéticos pertenciam ao avô e à mãe.
Trocar os cotonetes:
Trocar um cotonete é mais fácil quando o teste de DNA é feito em casa. Mesmo que a coleta tenha sido feita em conjunto para garantir o envolvimento de todos, nada prova que as amostras analisadas no laboratório correspondem à pessoa correta.
Se os cotonetes forem trocados por um estranho, o resultado será negativo.
Se forem trocados intencionalmente pelo cônjuge com o verdadeiro pai biológico, o resultado será positivo.
Trocar os cotonetes entre o pai e a mãe:
Trocar os cotonetes entre o pai e a mãe pode ser feito intencionalmente, mas às vezes também por engano. Neste caso, o laboratório sempre detecta a anomalia, pois o primeiro teste realizado em todas as amostras de DNA é do gene da amelogenina, que permite determinar o sexo dos proprietários das amostras.
Como evitar uma fraude em um teste de DNA?
Fazer a coleta juntos:
Uma das soluções para evitar fraudes é que todos os participantes do teste de DNA realizem a coleta ao mesmo tempo, um na frente do outro. Isso garantirá a autenticidade da propriedade da amostra. Cada formulário e documento de identidade deve ser verificado por todos os participantes antes do envio ao laboratório.
Por outro lado, se os participantes do teste moram em regiões ou países diferentes, o procedimento de verificação é mais difícil de realizar.
Fazer a coleta com um médico:
Se houver dúvidas sobre a integridade de um participante envolvido no teste, você pode optar pelos serviços de um profissional de saúde para a coleta do DNA, de modo que nenhum dos participantes do teste possa manipular suas amostras.
Escolher um médico é a solução mais simples para realizar as coletas genéticas. Você pode organizar o envio das amostras diretamente ao médico, que ficará responsável por:
Verificar a identidade dos participantes
Realizar a coleta das amostras
Garantir o envio das amostras ao laboratório (e não por um participante)
Fazer um teste de DNA legal:
É sempre mais difícil fraudar um teste de DNA de caráter jurídico. Pois um documento de identidade deve ser fornecido durante a coleta, que será conduzida pelo laboratório ou por um profissional de saúde. O procedimento legal do teste de DNA respeita uma cadeia de rastreabilidade que autentica a identidade do proprietário da amostra.
Apesar dos riscos de fraude em um teste de DNA, é normal assumir que a grande maioria dos participantes realiza o teste corretamente. Nem todos os participantes buscam falsificar a análise do laboratório, a fim de obter resultados que reflitam a verdade.
Como há grandes chances de ser descoberto, as consequências podem ser dramáticas para a confiança no relacionamento entre os participantes. Você provavelmente terá que pagar novamente para refazer outro teste de DNA, e dependendo da situação, pode enfrentar consequências jurídicas importantes.